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><channel><title>Cultura de Qualidade &#187; Sociologia</title> <atom:link href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/categoria/biografia/sociologia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.cultura.dequalidade.com.br</link> <description>Cultura, Literatura, Filosofia, Atitude</description> <lastBuildDate>Thu, 18 Aug 2011 02:04:41 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <generator>http://wordpress.org/?v=3.0.1</generator><meta xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex,follow" /> <item><title>Mello, Gilberto Freyre Biografia Resumida</title><link>http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/mello-gilberto-freyre-biografia-resumida-cultura-nordestina/</link> <comments>http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/mello-gilberto-freyre-biografia-resumida-cultura-nordestina/#comments</comments> <pubDate>Mon, 14 Jun 2010 18:49:43 +0000</pubDate> <dc:creator>Cultura de Qualidade</dc:creator> <category><![CDATA[Biografia]]></category> <category><![CDATA[Cultura Nordestina]]></category> <category><![CDATA[Cultura Regional]]></category> <category><![CDATA[Literatura]]></category> <category><![CDATA[Política]]></category> <category><![CDATA[Sociologia]]></category> <category><![CDATA[Casa Grande]]></category> <category><![CDATA[Deputado]]></category> <category><![CDATA[Doutor]]></category> <category><![CDATA[Gilberto Freyre]]></category> <category><![CDATA[Homenageado]]></category> <category><![CDATA[Mello]]></category> <category><![CDATA[Racismo]]></category> <category><![CDATA[Resumo Biográfico]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.cultura.dequalidade.com.br/?p=1681</guid> <description><![CDATA[O grande combatente do Racismo, Gilberto Freire, tinha dificuldades para aprender a escrever quando criança, mas se tornou doutor pelas universidades de Paris (Sorbonne, França), Colúmbia (USA), Coimbra (Portugal), Sussex (Inglaterra) e Munster (Alemanha).]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div style="float:right;margin:0px 0px 0px 0px;"></div><div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;"> <a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.cultura.dequalidade.com.br%2Findex.php%2Fbiografia%2Fmello-gilberto-freyre-biografia-resumida-cultura-nordestina%2F"><br /> <img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif&amp;source=culturadequalid&amp;style=normal&amp;hashtags=Biografia,Casa+Grande,Deputado,Doutor,Gilberto+Freyre,Homenageado,Mello,Racismo,Resumo+Biogr%C3%A1fico&amp;b=2" height="61" width="50" /><br /> </a></div><h3><em><strong>O grande combatente do Racismo, Gilberto Freire, tinha dificuldades para aprender a escrever quando criança mas se tornou doutor pelas universidades de Paris (Sorbonne, França), Colúmbia (USA), Coimbra (Portugal), Sussex (Inglaterra) e Munster (Alemanha).</strong></em></h3><p>Gilberto de Mello Freyre, nasceu em Recife (PE) em 15 de março de 1900. Era filho de Alfredo Freyre, juiz e catedrático de Economia Política da Faculdade de Direito do Recife e de D. Francisca de Mello Freyre.</p><p><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/wp-content/uploads/2010/06/150x150-Gilberto-Freyre-Cas1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1683" title="Mello, Gilberto Freyre, Biografia, Resumo Biográfico, Racismo, Casa Grande, Doutor, Deputado, Homenageado" src="http://www.cultura.dequalidade.com.br/wp-content/uploads/2010/06/150x150-Gilberto-Freyre-Cas1.jpg" alt="Mello, Gilberto Freyre, Biografia, Resumo Biográfico, Racismo, Casa Grande, Doutor, Deputado, Homenageado" width="150" height="150" /></a>Fez seu primeiro contato com a literatura através do <a title="Informações sobre o livro As Viagens de Gulliver" href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/obras-literarias/jonathan-swift-as-viagens-de-gulliver/">livro As viagens de Gulliver</a>. Gilberto Freyre, não consegue  aprender a escrever, apesar de seu interesse, fazendo notar mais pelos seus desenhos. Começa a aprender a ler e escrever  em inglês com Mr. Williams, que elogia seus desenhos.</p><p>Em 1909 falece sua avó materna, que vivia a mima-lo por supor ser o neto deficiente mental, pela dificuldade em aprender a escrever.</p><p>Freyre fez carreira acadêmica, de artista plástico, jornalista e cartunista no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos.  Manteve, porém, uma grande ligação com Pernambuco, em especial Olinda e Recife.</p><p>No início dos anos 1920, estudou Ciências  Sociais e Artes nos Estados Unidos. O professor Joseph Armstrong tentou convence-lo a naturalizar-se. Freyre recusou o convite por preferir o Português. Hei de criar um estilo, escreveu em seu diário.</p><p>Retornou ao Recife em 1924, mas partiu para o exílio após a revolução de 1930. Lecionou nos Estados Unidos, na Universidade de Stanford. Em 1931, viajou para Europa. Voltou ao Rio de Janeiro,em 1932, e se dedicou a escrever “Casa-Grande &amp; Senzala ”, publicado em 1933, revolucionou a historiografia. Recusou empregos, viveu em pensões baratas, casas de amigos, até que o sucesso do livro lhe devolveu a carreira de professor.</p><p>Casou se em 1941 com Maria Magdalena Guedes  Pereira. Em 1942, foi preso no Recife por ter denunciado &#8211; nazistas e racistas no Brasil, inclusive um padre alemão. Reagiu a prisão, juntamente com seu pai, o educador e juiz de direito. Por interferência do general Góes Monteiro, ambos foram soltos no dia seguinte.</p><p>Em 1946, foi eleito Deputado Federal Constituinte, pela UDN (União Democrática Nacional), sua vida política foi marcada pela ação contra o racismo. No ano de 1954, apresentou propostas para eliminar as tensões raciais na Assembléia Geral das Nações Unidas.</p><p>Gilberto Freyre recebeu diversas homenagens. Entre elas , em 1962, o desfile da escola de samba Mangueira, com enredo inspirado em Casa-Grande &amp; Senzala.</p><p>Foi doutor pelas universidades de Paris (Sorbonne, França), Colúmbia (USA), Coimbra (Portugal), Sussex (Inglaterra) e Munster (Alemanha).</p><p>Em 1971, a rainha  Elizabeth da Inglaterra, lhe conferiu o título de Sir ( Cavaleiro do Império Britânico). Passou por diversas cirurgias ( Introdução de marca passo, cirurgia de próstata, hérnia do esôfago). Em 1986, ocupou a cadeira 23 da  Academia Pernambucana de Letras.</p><p>Em  18 de Abril , sábado Santo, recebe de Dom Basílio Penido  O.S.B. os sacramentos da reconciliação, da Eucaristia e dos enfermos. Morre no Hospital Português, às 4 horas da madrugada de 18 de julho de 1987, dia de aniversário de Madalena. È sepultado no Cemitério  de Santo Amaro.</p><h2>Livros de Gilberto Freyre</h2><ul><li>Casa-Grande &amp; Senzala, 1933.</li><li>Guia Prático, Histórico e Sentimental da cidade do Recife, 1934.</li><li>Sobrados e Mucambos, 1936.</li><li>Nordeste: Aspectos da Influência da cana Sobre a Vida e a Paisagem&#8230; ,1937.</li><li>Assucar, 1939.</li><li>Olinda, 1939.</li><li>O mundo que o Português criou, 1940.</li><li>A história de um engenheiro Francês no Brasil, 1941.</li><li>Problemas Brasileiros de antropologia, 1943.</li><li>Sociologia, 1945.</li><li>Interpretação do Brasil, 1947.</li><li>Ingleses no Brasil, 1948.</li><li>Ordem e Progresso, 1957.</li><li>O Recife Sim, Recife não, 1960.</li><li>Vida Social no Brasil nos meados do século XIX, 1964.</li><li>Brasis, Brasil e Brasília, 1968.</li><li>O Brasileiro entre os outros hispanos, 1975.</li></ul> Recomendo que leia:<ul><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-resumida-de-philip-norman-biografo-jornalista-e-dramaturgo/" rel="bookmark" title="24 de junho de 2010">Biografia resumida de Philip Norman, biógrafo, jornalista e dramaturgo</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-laurentino-gomes/" rel="bookmark" title="8 de novembro de 2009">Biografia de Laurentino Gomes</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-roberto-saviano/" rel="bookmark" title="13 de dezembro de 2009">Biografia de Roberto Saviano</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/mortimer-adler-biografia/" rel="bookmark" title="27 de agosto de 2009">Mortimer Adler &#8211; Biografia</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-nicolau-maquiavel/" rel="bookmark" title="8 de outubro de 2009">Biografia de Nicolau Maquiavel</a></li></ul><!-- Similar Posts took 13.933 ms -->]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/mello-gilberto-freyre-biografia-resumida-cultura-nordestina/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Biografia de Malcolm Gladwell</title><link>http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-malcolm-gladwell/</link> <comments>http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-malcolm-gladwell/#comments</comments> <pubDate>Tue, 08 Dec 2009 11:55:21 +0000</pubDate> <dc:creator>Fabiano</dc:creator> <category><![CDATA[Biografia]]></category> <category><![CDATA[Psicologia]]></category> <category><![CDATA[Sociologia]]></category> <category><![CDATA[Malcolm Gladwell]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.cultura.dequalidade.com.br/?p=1101</guid> <description><![CDATA[Autor de dois bestsellers do New York Times. Em 2007 recebeu o Award for Excellence in the Reporting of Social Issues da American Sociological Association e o diploma honorário de Doctor of Letters da Universidade de Waterloo. Considerado o maior fenômeno da indústria editorial de negócios da atualidade.]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div style="float:right;margin:0px 0px 0px 0px;"></div><div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;"> <a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.cultura.dequalidade.com.br%2Findex.php%2Fbiografia%2Fbiografia-de-malcolm-gladwell%2F"><br /> <img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif&amp;source=culturadequalid&amp;style=normal&amp;hashtags=Biografia,Malcolm+Gladwell,Psicologia,Sociologia&amp;b=2" height="61" width="50" /><br /> </a></div><h2>Autor de dois <em>bestsellers </em>do New York Times, considerado o maior fenômeno da indústria editorial de negócios da atualidade.</h2><p><img class="alignleft size-medium wp-image-1102" title="Malcolm gladwell" src="http://www.cultura.dequalidade.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Malcolm-gladwell-224x300.jpg" alt="Malcolm gladwell" width="224" height="300" /><strong>Malcolm Gladwell </strong>(3 de Setembro de 1963) é um jornalista britânico, criado no Canadá, e atualmente vivendo em Nova Iorque. É colunista da The New Yorker desde 1996. É mais conhecido como o autor dos livros The Tipping Point: How Little Things Can Make a Big Difference, Blink: The Power of Thinking Without Thinking, e Outliers: The Story of Success.</p><p><strong>Vida pessoal</strong></p><p>Embora tenha nascido no Reino Unido, Gladwell foi criado em Elmira, no Canadá, e licenciou-se em História pela Universidade de Toronto em 1984.[1]</p><p>Durante os seus anos de ensino secundário, Gladwell foi um excelente atleta de meio-fundo, e ganho o título da prova 1500m Midget Boys, no campeonato da secundário de Ontário (Kingston, Ontario), num duelo com o eventual detentor do record canadiano em Open, David Reid.[2]<br /> <strong><br /> Carreira</strong></p><p>Gladwell começou a carreira na The American Spectator, uma revista mensal. De 1987 a 1996, foi escritor científico, e mais tarde chefe do escritório de Nova Ioeque do The Washington Post. Actualmente é colunista no The New Yorker.</p><p>Os seus livros The Tipping Point (2000) e Blink (2005) foram bestsellers internacionais. Ambos os trabalhos foram substancialmente serializados no The New Yorker. Gladwell recebeu um adiantamento de um milhão de dólares para o The Tipping Point, que acabou por vender mais de dois milhões de cópias no país.[3][4] Blink vendeu igualmente bem.[3] As vendas dos livros fizeram de Gladwell um orador público de sucesso, cobrando mais de 40 mil USD por aparição.[3][5]</p><p>O seu mais recente livro, Outliers: The Story of Success, foi lançado em 18 de Novembro de 2008.[6] Aquilo que mais surpreende Gladwell são os métodos banais que as pessoas de sucesso utilizam para serem bem sucedidas, como trabalho árduo e a aquisição estável de vantagens. Resumidamente, para ter sucesso: a) Faça trabalho que tenha significado e seja inspiracional para si; b) trabalhe arduamente e c) lembre-se que a recompensa merecida depende do esforça que fizer para alcançá-la. [7]</p><p><strong>Honras</strong></p><p>Em 2005, Time nomeou Malcolm Gladwell ums das 100 pessoas mais influentes. Ele é autor de dois bestsellers do New York Times.[8]<br /> Em 2007, recebeu o Award for Excellence in the Reporting of Social Issues da American Sociological Association.[9]<br /> Também em 2007, Gladwell recebeu o diploma honorário de Doctor of Letters da Universidade de Waterloo.[10][11]<br /> <strong><br /> Trabalhos</strong></p><p>Os livros e artigos de Gladwell normalmente lidam com as implicações do inesperado que ocorre da pesquisa nas ciências sociais, e faz frequentemente uso extenso de trabalho académico, particularmente nas areas da sociologia, psicologia, e psicologia social.</p><p>O primeiro trabalho de Gladwell, The Tipping Point, discute as potenciais implicações massivas de eventos sociais de pequena escala, enquanto que o segundo livro, Blink, explica como o subconsciente humano interpreta eventos ou pistas, e como as experiências passadas permitem às pessoas a rápida tomada de decisões informadas.</p><p><strong>Bibliografia</strong></p><ul><li>Gladwell, Malcolm. The Tipping Point: How Little Things Can Make a Big Difference. Boston:  ISBN 0-316-31696-2</li><li> Gladwell, Malcolm. Blink: The Power of Thinking Without Thinking. Boston:  ISBN 0-316-17232-4</li><li> Gladwell, Malcolm. Outliers: The Story of Success. Boston:  ISBN 0-316-01792-2</li></ul><p><strong>Referências</strong></p><p>1. ? Malcolm Gladwell Biography and List of Works &#8211; Malcolm Gladwell Books<br /> 2. ? Race. Radiolab (2008-11-28). Página visitada em 2009-01-17.<br /> 3. ? 3,0 3,1 3,2 Erro: argumento title é obrigatório.<br /> 4. ? Erro: argumento title é obrigatório.<br /> 5. ? TED: Gladwell speech<br /> 6. ? Outliers: The Story of Success. amazon.com. Página visitada em 2008-08-03.<br /> 7. ? Reader&#8217;s Digest,Malcolm Gladwell Interview , December 2008<br /> 8. ? gladwell dot com &#8211; biography<br /> 9. ? Malcolm Gladwell Award Statement | American Sociological Association<br /> 10. ? UW awards 17 honorary degrees at spring convocation | News, Media, and Events | University of Waterloo<br /> 11. ? Another feather in their cap | The Record.com</p><p><em>Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.</em></p> Recomendo que leia:<ul><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-karl-marx/" rel="bookmark" title="7 de outubro de 2009">Biografia de Karl Marx</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-sigmund-freud/" rel="bookmark" title="24 de setembro de 2009">Biografia de Sigmund Freud</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-ana-beatriz-barbosa-silva/" rel="bookmark" title="11 de dezembro de 2009">Biografia de Ana Beatriz Barbosa Silva</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/pensamento-filosofico/ideais-de-freud/" rel="bookmark" title="24 de setembro de 2009">Ideais de Freud</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-friedrich-engels/" rel="bookmark" title="28 de outubro de 2009">Biografia de Friedrich Engels</a></li></ul><!-- Similar Posts took 11.988 ms -->]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-malcolm-gladwell/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Biografia de Paul Lafargue</title><link>http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-paul-lafargue/</link> <comments>http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-paul-lafargue/#comments</comments> <pubDate>Thu, 29 Oct 2009 15:00:43 +0000</pubDate> <dc:creator>Fabiano</dc:creator> <category><![CDATA[Biografia]]></category> <category><![CDATA[Filosofia]]></category> <category><![CDATA[Sociologia]]></category> <category><![CDATA[Paul Lafargue]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.cultura.dequalidade.com.br/?p=819</guid> <description><![CDATA[Lafargue é considerado por historiadores contemporâneos o principal responsável pelo surgimento do marxismo
francês do final do século XIX e início do século XX.]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div style="float:right;margin:0px 0px 0px 0px;"></div><div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;"> <a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.cultura.dequalidade.com.br%2Findex.php%2Fbiografia%2Fbiografia-de-paul-lafargue%2F"><br /> <img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif&amp;source=culturadequalid&amp;style=normal&amp;hashtags=Biografia,Filosofia,Paul+Lafargue,Sociologia&amp;b=2" height="61" width="50" /><br /> </a></div><p><img class="alignleft size-medium wp-image-820" title="Lagargue_1871" src="http://www.cultura.dequalidade.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Lagargue_1871-172x300.jpg" alt="Lagargue_1871" width="172" height="300" />Paul Lafargue (16 de junho de 1842 – 26 de novembro de 1911) foi um revolucionário jornalista socialista francês, escritor e ativista político; Ele foi genro de Karl Marx, casando-se com sua segunda filha Laura. Seu mais conhecido trabalho foi O Direito à Preguiça, publicado no jornal socialista L&#8217;Égalité. Nascido em Santiago de Cuba de familia Franco-Caribenha, Lafargue passou a maior parte de sua vida na França, e um período na Inglaterra e Espanha. Aos 69 anos de idade ele e Laura morreram juntos em um pacto de suicídio.</p><p>Ele também escreveu O Capital &#8211; Extratos, para facilitar o acesso popular à obra O Capital de Karl Marx. Esses extratos também teriam sido elogiados pelo sogro. Muitos outros tentaram resumir O Capital (especialmente o Livro 1) mas Marx comentava que ou ficavam acadêmicos demais com a desvantagem de manter difícil a compreensão pela classe trabalhadora ou eram de uma linguagem acessível para a classe trabalhadora porém ainda mais pobres e mal-interpretadas.</p><p>Veja também: <a href="http://www.fundacaoastrojildo.org.br/sistema_artigo/mostra_artigo.asp?id=69&amp;tipo=1" target="_blank">Biografia de Paul Lafargue por Ivan Alves Filho</a></p> Recomendo que leia:<ul><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/download/algumas-obras-de-paul-lafargue/" rel="bookmark" title="29 de outubro de 2009">Algumas obras de Paul Lafargue</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/download/direito-a-preguica-e-book-paul-lafargue/" rel="bookmark" title="29 de outubro de 2009">Direito à Preguiça &#8211; e-book -Paul Lafargue</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-karl-marx/" rel="bookmark" title="7 de outubro de 2009">Biografia de Karl Marx</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-friedrich-engels/" rel="bookmark" title="28 de outubro de 2009">Biografia de Friedrich Engels</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/pensamento-filosofico/ideais-de-karl-marx/" rel="bookmark" title="7 de outubro de 2009">Ideais de Karl Marx</a></li></ul><!-- Similar Posts took 45.335 ms -->]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-paul-lafargue/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Biografia de Friedrich Engels</title><link>http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-friedrich-engels/</link> <comments>http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-friedrich-engels/#comments</comments> <pubDate>Wed, 28 Oct 2009 15:00:42 +0000</pubDate> <dc:creator>Fabiano</dc:creator> <category><![CDATA[Biografia]]></category> <category><![CDATA[Filosofia]]></category> <category><![CDATA[Sociologia]]></category> <category><![CDATA[Friedrich Engels]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.cultura.dequalidade.com.br/?p=785</guid> <description><![CDATA[Fundou, juntamente com Karl Marx, o marxismo. Considerado pelos revolucionários como um dos gigantes do socialismo científico.]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div style="float:right;margin:0px 0px 0px 0px;"></div><div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;"> <a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.cultura.dequalidade.com.br%2Findex.php%2Fbiografia%2Fbiografia-de-friedrich-engels%2F"><br /> <img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif&amp;source=culturadequalid&amp;style=normal&amp;hashtags=Biografia,Filosofia,Friedrich+Engels,Sociologia&amp;b=2" height="61" width="50" /><br /> </a></div><p><em><img class="alignleft size-medium wp-image-786" title="Friedrich_Engels" src="http://www.cultura.dequalidade.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Friedrich_Engels-252x300.jpg" alt="Friedrich_Engels" width="252" height="300" />Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.</em></p><p>Friedrich Engels (Barmen, 28 de novembro de 1820 — Londres, 5 de agosto de 1895) foi um filósofo alemão que junto com Karl Marx fundou o chamado socialismo científico ou marxismo. Ele foi co-autor de diversas obras com Marx, sendo que a mais conhecida é o Manifesto Comunista. Também ajudou a publicar, após a morte de Marx, os dois últimos volumes de O Capital, principal obra de seu amigo e colaborador.</p><p>Grande companheiro de Karl Marx, escreveu livros de profunda análise social. Entre dezembro de 1847 à janeiro de 1848, junto com Marx, escreve o Manifesto Comunista. Sem dúvida nenhuma, Engels foi um filósofo como poucos: soube analisar a sociedade de forma muito eficiente, influenciando diversos autores marxistas.</p><p><strong>Biografia</strong></p><p>Protetor e principal colaborador de Karl Marx, Engels desempenhou papel de destaque na elaboração da doutrina comunista. Nasceu em 28 de novembro de 1820 e morreu em 5 de agosto de 1895. Era mais velho de nove filhos de um rico industrial de Barmen (Alemanha), é o principal colaborador de Karl Marx na elaboração das teorias do materialismo histórico.</p><p>Na juventude, fica impressionado com a miséria em que vivem os trabalhadores das fábricas de sua família.</p><p>Quando estudante, adere a idéias de esquerda, o que o leva a aproximar-se de Marx. Assume por alguns anos a direção de uma das fábricas do pai em Manchester e suas observações nesse período formam a base de uma de suas obras principais: A situação das classes trabalhadoras na Inglaterra, publicada em 1845.</p><p>Muitos de seus trabalhos posteriores são produzidos em colaboração com Marx, o mais famoso deles é o Manifesto Comunista (1848). Escreve sozinho, porém, algumas das obras mais importantes para o desenvolvimento do Marxismo, como Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia alemã, Do socialismo utópico ao científico e A origem da família, da propriedade privada e do Estado.</p><p>Friedrich Engels (Barmen, 28 de novembro de 1820 — Londres, 5 de agosto de 1895) foi um filósofo alemão que junto com Karl Marx fundou o chamado socialismo científico ou marxismo. Ele foi co-autor de diversas obras com Marx, sendo que a mais conhecida é o Manifesto Comunista. Também ajudou a publicar, após a morte de Marx, os dois últimos volumes de O Capital, principal obra de seu amigo e colaborador.</p><p>Grande companheiro de Karl Marx, escreveu livros de profunda análise social. Entre dezembro de 1847 à janeiro de 1848, junto com Marx, escreve o Manifesto Comunista. Sem dúvida nenhuma, Engels foi um filósofo como poucos: soube analisar a sociedade de forma muito eficiente, influenciando diversos autores marxistas.</p><p>Protetor e principal colaborador de Karl Marx, Engels desempenhou papel de destaque na elaboração da doutrina comunista. Nasceu em 28 de novembro de 1820 e morreu em 5 de agosto de 1895. Era mais velho de nove filhos de um rico industrial de Barmen (Alemanha), é o principal colaborador de Karl Marx na elaboração das teorias do materialismo histórico.</p><p>Na juventude, fica impressionado com a miséria em que vivem os trabalhadores das fábricas de sua família.</p><p>Quando estudante, adere a idéias de esquerda, o que o leva a aproximar-se de Marx. Assume por alguns anos a direção de uma das fábricas do pai em Manchester e suas observações nesse período formam a base de uma de suas obras principais: A situação das classes trabalhadoras na Inglaterra, publicada em 1845.</p><p>Muitos de seus trabalhos posteriores são produzidos em colaboração com Marx, o mais famoso deles é o Manifesto Comunista (1848). Escreve sozinho, porém, algumas das obras mais importantes para o desenvolvimento do Marxismo, como Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia alemã, Do socialismo utópico ao científico e A origem da família, da propriedade privada e do Estado.</p><p>Veja também: <a href="http://uk.geocities.com/noelbarbosa2002/FRIEDRICH_ENGELS.HTML" target="_blank">Friedrich Engels por Nöel de Vasconcelos Barbosa</a></p> Recomendo que leia:<ul><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/download/algumas-obras-de-friedrich-engels/" rel="bookmark" title="28 de outubro de 2009">Algumas obras de Friedrich Engels</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/download/manifesto-do-partido-comunista-e-book-marx-e-engels/" rel="bookmark" title="28 de outubro de 2009">Manifesto do Partido Comunista &#8211; e-book &#8211; Marx e Engels</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-karl-marx/" rel="bookmark" title="7 de outubro de 2009">Biografia de Karl Marx</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-paul-lafargue/" rel="bookmark" title="29 de outubro de 2009">Biografia de Paul Lafargue</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/pensamento-filosofico/ideais-de-karl-marx/" rel="bookmark" title="7 de outubro de 2009">Ideais de Karl Marx</a></li></ul><!-- Similar Posts took 54.140 ms -->]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-friedrich-engels/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Biografia de Karl Marx</title><link>http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-karl-marx/</link> <comments>http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-karl-marx/#comments</comments> <pubDate>Wed, 07 Oct 2009 13:47:05 +0000</pubDate> <dc:creator>Fabiano</dc:creator> <category><![CDATA[Biografia]]></category> <category><![CDATA[Filosofia]]></category> <category><![CDATA[Sociologia]]></category> <category><![CDATA[Karl Marx]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.cultura.dequalidade.com.br/?p=462</guid> <description><![CDATA[Karl Marx é um dos pensadores mais privilegiados de todos os tempos. Ele pertence ao seleto grupo de homens que mudaram o mundo. Suas ideias modificaram a forma como vemos nossas relações econômicas, sociais e culturais. Além de mudarem nosso entendimento da história da humanidade, elas também foram colocadas em prática e ajudaram a construir uma nova história.
Durante o século 20, uma boa parte das propostas econômicas e políticas de Karl Marx foram implantadas em quase um terço do planeta. Ainda que não seguindo exatamente a receita à risca, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e países da Europa Oriental viveram sob a chamada doutrina marxista por dezenas de anos. Mas a abolição da propriedade privada e das classes sociais em busca da justiça social trouxe efeitos colaterais que parecem não ter sido previstos por Marx, como o totalitarismo, a estagnação econômica e a perda das liberdades individuais.]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div style="float:right;margin:0px 0px 0px 0px;"></div><div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;"> <a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.cultura.dequalidade.com.br%2Findex.php%2Fbiografia%2Fbiografia-de-karl-marx%2F"><br /> <img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif&amp;source=culturadequalid&amp;style=normal&amp;hashtags=Biografia,Filosofia,Karl+Marx,Sociologia&amp;b=2" height="61" width="50" /><br /> </a></div><p style="text-align: center;"><img class="alignleft size-medium wp-image-463" title="Karl_Marx_2" src="http://www.cultura.dequalidade.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Karl_Marx_2-212x300.jpg" alt="Karl_Marx_2" width="212" height="300" /> <strong><em>Considerado por uma pesquisa da rádio BBC de Londres em 2005 o maior filósofo de todos os tempos.</em></strong></p><p>Karl Heinrich Marx (Tréveris, 5 de maio de 1818 — Londres, 14 de março de 1883) foi um intelectual e revolucionário alemão, fundador da doutrina comunista moderna, que atuou como economista, filósofo, historiador, teórico político e jornalista.<br /> O pensamento de Marx influencia várias áreas, tais como Filosofia, História, Sociologia, Ciência Política, Antropologia, Psicologia, Economia, Comunicação, Arquitetura, Geografia e outras. Em uma pesquisa da rádio BBC de Londres, realizada em 2005, Karl Marx foi eleito o maior filósofo de todos os tempos.[1]</p><div><strong>Veja também:</strong></p><ul><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/?p=483" target="_self">Algumas obras de Karl Marx para Download</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/?p=476" target="_self">Ideais de Karl Marx</a></li><li><a href="http://www.canoro.com.br/produtos.asp?lang=pt_BR&amp;tipo_busca=categoria&amp;codigo_categoria=3" target="_blank">Audiobooks de Filosofia</a></li></ul></div><p><strong>Juventude</strong></p><p>Marx foi o 3º de sete filhos, de origem judaica de classe média da cidade de Tréveris, na época no Reino da Prússia. Sua mãe, Henri Pressburg (1771–1840), era judia holandesa e seu pai, Herschel Marx (1759–1834), um advogado e conselheiro de Justiça. Herschel descende de uma família de rabinos, mas se converteu ao cristianismo luterano em função das restrições impostas à presença de membros de etnia judaica no serviço público, quando Marx ainda tinha 6 anos.[2] Seus irmãos eram Sophie (d. 1883), Hermann (1819-1842), Henriette (1820-1856), Louise (1821-1893), Emilie, Caroline (1824-1847) e Eduard (1834-1837).<br /> Em 1830, Marx iniciou seus estudos no Liceu Friedrich Wilhelm, em Tréveris, ano em que eclodiram revoluções em diversos países europeus. Ingressou mais tarde na Universidade de Bonn para estudar Direito, transferindo-se no ano seguinte para a Universidade de Berlim, onde o filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel, cuja obra exerceu grande influência sobre Marx, foi professor e reitor.[2] Em Berlim, Marx ingressou no Clube dos Doutores, que era liderado por Bruno Bauer. Ali perdeu interesse pelo Direito e se voltou para a Filosofia, tendo participado ativamente do movimento dos Jovens Hegelianos. Seu pai faleceu neste mesmo ano.[2] Em 1841, obteve o título de doutor em Filosofia com uma tese sobre as &#8220;Diferenças da filosofia da natureza em Demócrito e Epicuro&#8221;.[2] Impedido de seguir uma carreira acadêmica,[3] tornou-se, em 1842, redator-chefe da Gazeta Renana (Rheinische Zeitung), um jornal da província de Colônia;[4] conheceu Friedrich Engels neste mesmo ano, durante visita deste a redação do jornal.[2]</p><p><strong>Envolvimento político</strong></p><p>Em 1843, a Gazeta Renana foi fechada após publicar uma série de ataques ao governo prussiano. Tendo perdido o seu emprego de redator-chefe, Marx mudou-se para Paris. Lá assumiu a direção da publicação Anais Franco-Alemães e foi apresentado a diversas sociedades secretas de socialistas. Antes ainda da sua mudança para Paris, Marx casou-se, no dia 19 de junho de 1843, com Jenny von Westphalen,[2] a filha de um barão da Prússia com a qual mantinha noivado desde o início dos seus estudos universitários.[5] (Noivado que foi mantido em sigilo durante anos, pois as famílias Marx e Westphalen não concordavam com a união.[6])<br /> Do casamento de Marx com Jenny von Westphalen, nasceram cinco filhos: Franziska, Edgar, Eleanor, Laura e Guido, além de um natimorto. Ao que consta, Franziska, Edgar e Guido morreram na infância, provavelmente pelas péssimas condições materiais a que a família estava submetida.[7] Marx também teve um filho nascido de sua relação amorosa com militante socialista e empregada da família Marx, Helena Demuth. Solicitado por Marx, Engels assumiu a paternidade da criança, Frederick Delemuth, e pagando uma pensão, entregou-o a uma família de um bairro proletário de Londres [8]<br /> No tratamento pessoal — Leando Konder ressalta — Marx foi produto de seu tempo: &#8220;Antes de poder contestar a sociedade capitalista Marx pertencia a ela, estava espiritualmente mais enraizado no solo da sua cultura do que admitiria&#8221;, e que diante dos padrões da Inglaterra vitoriana mostrou: &#8220;traços típicos das limitações de seu tempo&#8221;. Como moças aristocráticas, suas filhas tinham aulas de piano, canto e desenho, mesmo que não tivessem desenvoltura para tais atividades artísticas.[8]<br /> Também em 1843, Marx conheceu a Liga dos Justos (que mais tarde tornar-se-ia Liga dos Comunistas).[2] Em 1844, Friedrich Engels visitou Marx em Paris por alguns dias. A amizade e o trabalho conjunto entre ambos, que se iniciou nesse período, só seria interrompido com a morte de Marx.[5] Na mesma época, Marx também se encontrou com Proudhon, com quem teve discussões polêmicas e muitas divergências. E conheceu rapidamente Bakunin, então refugiado do czarismo russo e militante socialista. No seu período em Paris, Marx intensificou os seus estudos sobre economia política, os socialistas utópicos franceses e a história da França, produzindo reflexões que resultaram nos Manuscritos de Paris, mais conhecidos como Manuscritos Econômico-Filosóficos. De acordo com Engels, foi nesse período que Marx aderiu às ideias socialistas.[5]<br /> De Paris, Marx ajudou a editar uma publicação de pequena circulação chamada Vorwärts!, que contestava o regime político alemão da época. Por conta disto, Marx foi expulso da França em 1845 à pedido do governo prussiano. Migrou então para Bruxelas, para onde Engels também viajou.[5] Entre outros escritos, a dupla redigiu na Bélgica o Manifesto comunista. Em 1848, Marx foi expulso de Bruxelas pelo governo belga. Junto com Engels, mudou-se para Colônia, onde fundam o jornal Nova Gazeta Renana.[2] Após ataques às autoridades locais publicados no jornal, Marx foi expulso de Colônia em 1849. Até 1848, Marx viveu confortavelmente com a renda oriunda de seus trabalhos, seu salário e presentes de amigos e aliados, além da herança legada por seu pai.[6] Entretanto, em 1849 Marx e sua família enfrentaram grave crise financeira; após superarem dificuldades conseguiram chegar a Paris, mas o governo francês proibiu-os de fixar residência em seu território. Graças, então, a uma campanha de arrecadação de donativos promovida por Ferdinand Lassalle na Alemanha, Marx e família conseguem migrar para Londres.[2]</p><p><strong>Morte</strong></p><p>Encontrando-se deprimido por conta da morte de sua esposa, ocorrida em Dezembro de 1881, Marx desenvolveu, em consequência dos problemas de saúde que suportou ao longo de toda a vida, bronquite e pleurisia, que causaram o seu falecimento em 1883. Foi enterrado na condição de apátrida,[9] no Cemitério de Highgate, em Londres.[2]<br /> Muitos dos amigos mais próximos de Marx prestaram homenagem ao seu funeral, incluíndo Wilhelm Liebknecht e Friedrich Engels. O último declamou as seguintes palavras:[10]</p><p>&#8221;Marx era, antes de tudo, um revolucionário. Sua verdadeira missão na vida era contribuir, de um modo ou de outro, para a derrubada da sociedade capitalista e das instituições estatais por esta suscitadas, contribuir para a libertação do proletariado moderno, que ele foi o primeiro a tornar consciente de sua posição e de suas necessidades, consciente das condições de sua emancipação. A luta era seu elemento. E ele lutou com uma tenacidade e um sucesso com quem poucos puderam rivalizar. (…) Como conseqüência, Marx foi o homem mais odiado e mais caluniado de seu tempo. Governos, tanto absolutistas como republicanos, deportaram-no de seus territórios. Burgueses, quer conservadores ou ultrademocráticos, porfiavam entre si ao lançar difamações contra ele. Tudo isso ele punha de lado, como se fossem teias de aranha, não tomando conhecimento, só respondendo quando necessidade extrema o compelia a tal. E morreu amado, reverenciado e pranteado por milhões de colegas trabalhadores revolucionários &#8211; das minas da Sibéria até a Califórnia, de todas as partes da Europa e da América &#8211; e atrevo-me a dizer que, embora, muito embora, possa ter tido muitos adversários, não teve nenhum inimigo pessoal.&#8221;</p><p>Em 1954, o Partido Comunista Britânico construiu uma lápide com o busto de Marx sobre sua tumba, até então de decoração muito simples.[11] Na lápide encontram-se inscritos o parágrafo final do Manifesto Comunista (&#8220;Proletários de todos os países, uni-vos!&#8221;) e um trecho extraído das Teses sobre Feuerbach: &#8220;Os filósofos apenas interpretaram o mundo de várias maneiras, enquanto que o objetivo é mudá-lo.&#8221;[12][13]</p><p><strong>Pensamento</strong></p><p>Durante a vida de Marx, suas idéias receberam pouca atenção de outros estudiosos. Talvez o maior interesse tenha se verificado na Rússia, onde, em 1872, foi publicada a primeira tradução do Tomo I d&#8217;O Capital. Na Alemanha, a teoria de Marx foi ignorada durante bastante tempo, até que em 1879 um alemão estudioso da Economia Política, Adolph Wagner, comentou o trabalho de Marx ao longo de uma obra intitulada Allgemeine oder theoretische Volkswirthschaftslehre. A partir de então, os escritos de Marx começaram a atrair cada vez mais atenção.[14]<br /> Nos primeiros anos após a morte de Marx, sua teoria obteve crescente influência intelectual e política sobre os movimentos operários (ao final do século XIX, o principal locus de debate da teoria era o Partido Social-Democrata alemão) e, em menor proporção, sobre os círculos acadêmicos ligados às ciências humanas – notadamente na Universidade de Viena e na Universidade de Roma, primeiras instituições acadêmicas a oferecerem cursos voltados para o estudo de Marx.[14]<br /> Marx foi herdeiro da filosofia alemã, considerado ao lado de Kant e Hegel um de seus grandes representantes. Foi um dos maiores (para muitos, o maior) pensadores de todos os tempos, tendo uma produção teórica com a extensão e densidade de um Aristóteles, de quem era um admirador. Como filósofo, se posiciona muito mais numa supra-filosofia, em que &#8220;realizar&#8221; a filosofia é antes &#8220;abolí-la&#8221;, ou ao realizá-la, ela e a realidade se transformam na práxis, a união entre teoria e prática.<br /> A teoria marxista é, substancialmente, uma crítica radical das sociedades capitalistas. Mas é uma crítica que não se limita a teoria em si. Marx, aliás, se posiciona contra qualquer separação drástica entre teoria e prática, entre pensamento e realidade, porque essas dimensões são abstrações mentais (categorias analíticas) que, no plano concreto, real, integram uma mesma totalidade complexa.[15]<br /> O marxismo constitui-se como a concepção materialista da História, longe de qualquer tipo de determinismo, mas compreendendo a predominância da materialidade sobre a idéia, sendo esta possível somente com o desenvolvimento daquela, e a compreensão das coisas em seu movimento, em sua inter-determinação, que é a dialética. Portanto, não é possível entender os conceitos marxianos como forças produtivas, capital, entre outros, sem levar em conta o processo histórico, pois não são conceitos abstratos e sim uma abstração do real, tendo como pressuposto que o real é movimento.<br /> Karl Marx compreende o trabalho como atividade fundante da humanidade. E o trabalho, sendo a centralidade da atividade humana, se desenvolve socialmente, sendo o homem um ser social. Sendo os homens seres sociais, a História, isto é, suas relações de produção e suas relações sociais fundam todo processo de formação da humanidade. Esta compreensão e concepção do homem é radicalmente revolucionária em todos os sentidos, pois é a partir dela que Marx irá identificar a alienação do trabalho como a alienação fundante das demais. E com esta base filosófica é que Marx compreende todas as demais ciências, tendo sua compreensão do real influenciado cada dia mais a ciência por sua consistência.</p><p><strong>Influências</strong></p><p>Algumas das principais leituras e estudos feitos por Marx são:[16]</p><ul><li>a doutrina de Hegel;</li><li> o materialismo de Feuerbach;</li><li> o socialismo utópico francês (representado por Saint-Simon, Louis Blanc e Proudhon);</li><li> e a economia política clássica britânica (representada por Adam Smith e David Ricardo).</li></ul><p>Ele estudou profundamente todas essas concepções ao mesmo tempo em que as questionou e desenvolveu novos temas, de modo a produzir uma profunda reorientação no debate intelectual europeu.[16]<br /> <strong><br /> Influência da doutrina de Hegel</strong></p><p>Hegel foi professor da Universidade de Iena, a mesma instituição onde Marx cursou o doutorado. E, em Berlim, Marx teve contato prolongado com as idéias dos Jovens Hegelianos (também referidos como Hegelianos de Esquerda). Os dois principais aspectos do sistema de Hegel que influenciaram Marx foram sua filosofia da história e sua concepção dialética.[17]<br /> Para Hegel, nada no mundo é estático, tudo está em constante processo (vir-a-ser); tudo é histórico, portanto. O sujeito desse mundo em movimento é o Espírito do Mundo (ou Superalma; ou Consciência Absoluta), que representa a consciência humana geral, comum a todos indivíduos e manifesta na idéia de Deus. A historicidade é concebida enquanto história do progresso da consciência da liberdade. As formas concretas de organização social correspodem a imperativos ditados pela consciência humana, ou seja, a realidade é determinada pelas idéias dos homens, que concebem novas idéias de como deve ser a vida social em função do conflito entre as idéias de liberdade e as idéias de coerção ligadas a condição natural (&#8220;selvagem&#8221;) do homem. O homem se liberta progressivamente de sua condição de existência natural através de um processo de &#8220;espiritualização&#8221; – reflexão filosófica (ao nível do pensamento, portanto) que conduz o homem a perceber quem é o real sujeito da história.[17][18]<br /> Marx considerou-se um hegeliano de esquerda durante certo tempo, mas rompeu com o grupo e efetuou uma revisão bastante crítica dos conceitos de Hegel após tomar contato com as concepções de Feuerbach. Manteve o entendimento da história enquanto progressão dialética (ou seja, o mundo está em processo graças ao choque permanente entre os opostos; não é estático), mas eliminou o Espírito do Mundo enquanto sujeito ou essência, porque passou a compreender que a origem da realidade social não reside nas idéias, na consciência que os homens têm dela, mas sim na ação concreta (material, portanto) dos homens, portanto no trabalho humano. A existência material precede qualquer pensamento; inexiste possibilidade de pensamento sem existência concreta. Marx inverte, então, a dialética hegeliana, porque coloca a materialidade – e não as idéias – na gênese do movimento histórico que constitui o mundo. Elabora, assim, a dialética materialista (conceito não desenvolvido por Marx, que também costuma ser referida por materialismo dialético).[17][19]</p><p>&#8221;A mistificação por que passa a dialética nas mãos de Hegel não o impede de ser o primeiro a apresentar suas formas gerais de movimento, de maneira ampla e consciente. Em Hegel, a dialética está de cabeça para baixo. É necessária pô-la de cabeça para cima, a fim de descobrir a substância racional dentro do invólucro místico.[20]&#8221;</p><p>À respeito da influência de Hegel sobre Marx, escreveu Lenin que</p><p>&#8221;(…) é completamente impossível entender O Capital de Marx, e, em especial, seu primeiro capítulo, sem haver estudado e compreendido a fundo toda a lógica de Hegel.[21]&#8221;</p><p><strong>Influência do materialismo de Feuerbach</strong></p><p>Ludwig Feuerbach foi um filósofo materialista que atraiu muita atenção de intelectuais de sua época. Publicou, em 1841, uma obra (Das Wesen des Christentums – A essência do cristianismo) que teve influência importante sobre Marx, Engels e os Jovens Hegelianos. Nela, Feuerbach criticou duramente Hegel, e afirmou que a religião consiste numa projeção dos desejos humanos e numa forma de alienação. É de Feuerbach a concepção de que em Hegel a lógica dialética está &#8220;de cabeça para baixo&#8221;, porque apresenta o homem como um atributo do pensamento ao invés do pensamento como um atributo do homem. Sem dúvida, o contato de Marx com as idéias feuerbachianas foi determinante para a formulação de sua crítica radical da religião e das &#8220;concepções invertidas&#8221; de Hegel.[17]</p><p><strong>Influência do socialismo utópico francês</strong></p><p>Por socialismo utópico costumava-se designar, à época de Marx, um conjunto de doutrinas diversas (e até antagônicas entre si) que tinham em comum, entretanto, duas características básicas: todas entendiam que a base determinante do comportamento humano residia na esfera moral/ideológica e que o desenvolvimento das civilizações ocidentais estava a permitir uma nova era onde iria imperar a harmonia social. Marx criticou sagazmente as idéias dos socialistas utópicos (principalmente dos franceses, com os quais mais polemizou), acusando-os de muito romantismo ingênuo e pouca (ou nenhuma) dedicação ao estudo rigoroso da conjuntura social, pois os socialistas utópicos muito diziam sobre como deveria ser a sociedade harmônica ideal, mas nada indicavam sobre como seria possível alcançá-la plenamente. Por outro lado, pode-se dizer que, de certa forma, Marx adotou – explícita ou implicitamente – algumas noções contidas nas idéias de alguns dos socialistas utópicos (como, por exemplo, a noção de que o aumento da capacidade de produção decorrente da revolução industrial permite condições materiais mais confortáveis à vida humana, ou ainda a noção de que a crenças ideológicas do sujeito[22] lhe determinam o comportamento).[17]</p><p><strong>Influência da economia política clássica britânica</strong></p><p>Marx empreendeu um minucioso estudo de grande parte da teoria econômica ocidental, desde escritos da Grécia antiga até obras que lhe eram contemporâneas. As contribuições que julgou mais fecundas foram as elaboradas por dois economistas políticos britânicos, Adam Smith e David Ricardo (tendo predileção especial por Ricardo, a quem referia como &#8220;o maior dos economistas clássicos&#8221;). Na obra deste último, Marx encontrou conceitos – então bastante utilizados no debate britânico – que, após fecunda revisão e re-elaboração, adotou em definitivo (tais como os de valor, divisão social do trabalho, acumulação primitiva e mais-valia, por exemplo). A avaliação do grau de influência da obra de Ricardo sobre Marx é bastante desigual. Estudiosos pertencentes à tradição neo-ricardiana tendem a considerar que existem poucas diferenças cruciais entre o pensamento econômico de um e outro; já estudiosos ligados à tradição marxista tendem a delimitar diferenças fundamentais entre eles.[17][23]</p><p><strong>Crítica ao Anarquismo</strong></p><p>Criticou o anarquismo por sua visão tida como ingênua do fim do Estado onde se objetiva acabar com o Estado &#8220;por decreto&#8221;, ao invés de acabar com as condições sociais que fazem do Estado uma necessidade e realidade. Na obra Miséria da Filosofia elabora suas críticas ao pensamento do anarquista Proudhon. Ainda, criticou o blanquismo com sua visão elitista de partido, por ter uma tendência autoritária e superada. Se posicionou a favor do liberalismo, não como solução para o proletariado, mas como premissa para maturação das forças produtivas (produtividade do trabalho) das condições positivas e negativas da emancipação proletária, como a da homogenização da condição proletária internacional gerado pela &#8220;globalização&#8221; do capital. Sua visão política era profundamente marcada pelas condições que o desenvolvimento econômico ofereceria para a emancipação proletária, tanto em sentido negativo (desemprego), como em sentido positivo (em que o próprio capital centralizaria a economia, exemplo: multinacionais).</p><p><strong>A práxis</strong></p><p>Na lógica da concepção materialista da História não é a realidade que move a si mesmo, mas comove os atores, se trata sempre de um &#8220;drama histórico&#8221; (termo que Marx usa em O 18 Brumário de Luís Bonaparte) e não de um &#8220;determinismo histórico&#8221; que cairia num materialismo mecânico (positivismo), oposto ao materialismo dialético de Marx. O materialismo dialético, histórico, poderia também ser definido como uma &#8220;dialética realidade-idealidade evolutiva&#8221;. Ou seja, as relações entre a realidade e as idéias se fundem na práxis, e a práxis é o grande fundamento do pensamento de Marx. Pois sendo a história uma produção humana, e sendo as idéias produto das circunstâncias em que tais ideais brotaram, fazer história racionalmente é a grande meta. E o próprio fazer da história que criará suas condições objetivas e subjetivas adjacentes, já que a objetividade histórica é produto da humanidade (dos homens associados, luta política, etc). E assim, Marx finaliza as Teses sobre Feuerbach, não se trata de interpretar diferentemente o mundo, mas de transformá-lo. Pois a própria interpretação está condicionada ao mundo posto, só a ação revolucionária produz a transcendência do mundo vigente.<br /> Karl Marx não é um moderno no sentido de Descartes. Não teve uma preocupação central em fundar um método científico, apesar de tê-lo fundado, toda sua atenção sempre consistiu em compreender o real através da filosofia e ciência em uma prática orientada para a emancipação humana. Marx não possui um livro em que sistematiza seus métodos, dado que esta nunca foi sua preocupação central. Seu objetivo fundamental, ao contrário de muito que se afirmou na URSS, não era promover um método científico superior aos demais, mas sim conhecer e transformar, estudar e lutar. Não é atoa que em toda sua vida esteve ligado às lutas operárias direta ou indiretamente.</p><p><strong>O Capital</strong></p><p>A grande obra de Marx é O Capital, na qual trata de fazer uma extensa análise da sociedade capitalista. É predominantemente um livro de Economia Política, mas não só. Nesta obra monumental, Marx discorre desde a economia, até a sociedade, cultura, política, filosofia. É uma obra analítica, sintética, crítica, descritiva, científica, filosófica, etc. Uma obra de difícil leitura, ainda que suas categorias não tenha a ambiguidade especulativa própria da obra de Hegel, no entanto, uma linguagem pouco atraente e nem um pouco fácil. O Capital não é apenas uma grande obra por ser a obra que Marx se dedicou com mais profundidade e extensão. Dentro da estrutura do pensamento de Marx, só uma obra como O Capital é o principal conhecimento, tanto para a humanidade em geral, quanto para o proletariado em particular, já que através de uma análise radical da realidade que está submetido, só assim poderá se desviar da ideologia dominante (&#8220;a ideologia dominante&#8221; é sempre da &#8220;classe dominante&#8221;), como poderá obter uma base concreta para sua luta política. Sobre o caráter da abordagem econômica das formações societárias humanas, afirmou A. de Walhens: &#8220;O marxismo é um esforço para ler, por trás da pseudo-imediaticidade do mundo econômico reificado as relações inter-humanas que o edificaram e se dissumularam por trás de sua obra.&#8221;[24] Cabe lembrar que O Capital é uma obra incompleta, tendo sido publicado apenas o primeiro volume com Marx vivo. Os demais volumes foram organizados por Engels e publicados posteriormente.</p><p><strong>A mais-valia</strong></p><p>O conceito de Mais-valia foi empregado por Karl Marx para explicar a obtenção dos lucros no sistema capitalista. Para Marx o trabalho gera a riqueza, portanto, a mais-valia seria o valor extra da mercadoria. A diferença entre o que o empregado produz e o que ele recebe. Os operários em determinada produção produzem bens (ex: 100 carros num mês), se dividirmos o valor dos carros pelo trabalho realizado dos operários teremos o valor do trabalho de cada operário. Entretanto os carros são vendidos por um preço maior, esta diferença é o lucro do proprietário da fábrica, a esta diferença Marx chama de valor excedente ou maior, ou mais-valor.(Singer, Paul. Marx – Economia in: Coleção Grandes Cientistas Sociais; Vol 31.)<br /> <strong><br /> A Ideologia Alemã</strong></p><p>Na obra Ideologia Alemã, Marx apresenta cuidadosamente os pressupostos de seu novo pensamento. No Manifesto Comunista apresenta sua tese política básica. Na Questão Judaica apresenta sua crítica religiosa, que diz que não se deve apresentar questões humanas como teológicas, mas as teológicas como questões humanas. E que afirmar ou negar a existência de Deus, são ambas teologia. O ponto de vista deve ser sempre o de ver as religiões como reflexões humanas fantasiosas de si mesmo, mas que representa a condição humana real a que esta submetido. Na Crítica ao Programa de Gotha, Marx faz a mais extensa e sistemática apresentação do que seria uma sociedade socialista, ainda que sempre tente desviar desse tipo de &#8220;futurologia&#8221;, por não ser rigorosamente científica. Em A Guerra Civil na França, Marx supera todas as suas tendencias jacobinas de antes, e defende claramente que só com o fim do Estado o proletariado oferece a si mesmo as condições de manter o próprio poder recém conquistado, e o fim do Estado é literalmente o &#8220;povo em armas&#8221;, ou seja, o fim da &#8220;monopólio da violência&#8221; que o Estado representa. Em O 18 Brumário de Luís Bonaparte, já está uma profunda análise sobre o terror da &#8220;burocracia&#8221; e como esta representa a camada camponesa, que por sua propria condição(como ele explica) tem tendências autoritárias.</p><p><strong>Colaboração de Engels</strong></p><p>Engels exerceu significativa influência sobre as reflexões intelectuais de Marx, principalmente no início da associação entre ambos, período em que Engels dirigiu a atenção de Marx para a Economia Política e a história econômica da Europa. Após a morte deste, Engels tornou-se não só o organizador dos muitos manuscritos incompletos e/ou inéditos legados, mas também o primeiro intérprete e sistematizador das idéias de Marx. Engels igualmente se ocupou, desde bem antes do falecimento de seu amigo, de redigir exposições em termos populares das idéias de Marx visando facilitar sua difusão.[14]</p><p><strong>Críticas</strong></p><p>A crítica ao pensamento de Marx iniciou-se desde a publicação de suas primeiras obras e prossegue &#8211; principalmente entre seus seguidores e intelectuais preocupados em conhecer, desenvolver e discutir a atualidade de suas idéias.<br /> Em Miséria do historicismo (1935, 1944), Karl Popper discorda de Marx quanto à história ser regida por leis que, se compreendidas, podem servir para se antecipar o futuro. Segundo Popper, a história não pode obedecer a leis e a idéia de &#8220;lei histórica&#8221; é uma contradição em si mesma. Já em A sociedade aberta e seus inimigos (1945), Popper afirma que o historicismo conduz necessariamente a uma sociedade &#8220;tribal&#8221; e &#8220;fechada&#8221;, com total desprezo pelas liberdades individuais.<br /> Todavia há dúvidas se Marx teria realmente baseado sua teoria em um &#8220;historicismo&#8221;, nos termos colocados por Popper. Argumenta-se que Marx, seguindo uma tradição inaugurada por Maquiavel e Hobbes, busca nos interesses e necessidades concretas dos indivíduos, ao longo da História, a causa fundamental das ações humanas &#8211; em oposição às idéias políticas e morais abstratas. Ele não parece supor que esta busca de realização de interesses tenha conseqüências predeterminadas. Tal interpretação, provavelmente influenciada pelo evolucionismo darwinista, na exegese póstuma do pensamento marxiano, é creditada ao &#8220;papa&#8221; da Social-Democracia alemã, Karl Kautsky, no final do século XIX. A interpretação kautskista seria contestada, de várias formas, por Bernstein, Rosa Luxemburgo, Lenin, Trotsky e Gramsci, entre outros.[carece de fontes?]<br /> Popper considera Marx como &#8220;não-científico&#8221; também porque sua teoria não é passível de contestação. Uma teoria científica tem que ser falseável &#8211; caso contrário, é incluída no campo das crenças ou ideologias. Resta saber, é claro, se afirmações sobre fatos históricos, necessariamente únicos, podem ser, nos termos de Popper, falsificáveis.<br /> Ludwig von Mises, em &#8220;Ação Humana – um tratado de Economia&#8221; (1949), demonstrou a impossibilidade de se organizar uma economia nos moldes socialistas, pela ausência do sistema de preços, que funciona como sinalizador aos empreendedores acerca das necessidades dos consumidores. Mises também refinou argumentos formulados por Eugen von Böhm-Bawerk na obra &#8220;Marxism Unmasked: From Delusion to Destruction&#8221;.<br /> Raymond Aron, em O ópio dos intelectuais, (1955) criticou de forma agressiva os intelectuais seguidores de Marx e condenou a teoria da revolução e o determinismo histórico.<br /> Eric Voegelin talvez seja um dos críticos mais severos de Karl Marx. No seu livro &#8220;Reflexões Autobiográficas&#8221; relata que, induzido pela onda de interesse sobre a Revolução Russa de 1917, estudou &#8220;O Capital&#8221; de Marx e foi marxista entre agosto e dezembro de 1919. Porém, durante seu curso universitário, ao estudar disciplinas de teoria econômica e história da teoria econômica aprendera o que estava errado em Marx.<br /> Voegelin afirma que Marx comete uma grave distorção ao escrever sobre Hegel. Como prova de sua afirmação cita os editores dos Frühschiften [Escritos de Juventude] de Karl Marx (Kröner, 1955), especialmente Siegfried Landshut, que dizem o seguinte sobre o estudo feito por Marx da &#8220;Filosofia do Direito&#8221; de Hegel:</p><p>&#8220;Ao equivocar-se deliberadamente sobre Hegel, se nos é dado falar desta maneira, Marx transforma todos os conceitos que Hegel concebeu como predicados da idéia em anunciados sobre fatos&#8221;.</p><p>Para Voegelin, ao equivocar-se deliberadamente sobre Hegel, Marx pretendia sustentar uma ideologia que lhe permitisse apoiar a violência contra seres humanos afetando indignação moral e, por isso, Voegelin considera Karl Marx um mistificador deliberado. Afirma que o charlatanismo de Marx reside também na terminante recusa de dialogar com o argumento etiológico de Aristóteles. Argumenta que, embora tenha recebido uma excelente formação filosófica, Marx sabia que o problema da etiologia na existência humana era central para uma filosofia do homem e que, se quisesse destruir a humanidade do homem fazendo dele um &#8220;homem socialista&#8221;, Marx precisava repelir a todo custo o argumento etiológico.<br /> Segundo Voegelin, Marx e Engels enunciam um disparate ao iniciarem o Manifesto Comunista com a afirmação categórica de que toda a história social até o presente foi a história da luta de classes. Eles sabiam, desde o colégio, que outras lutas existiram na história, como as Guerras Médicas, as conquistas de Alexandre, a Guerra do Peloponeso, as Guerras Púnicas e a expansão do Império Romano, as quais decididamente nada tiveram de luta de classes.<br /> Voegelin diz que Marx levanta questões que são impossíveis de serem resolvidas pelo &#8220;homem socialista&#8221;. Também alega que Marx conduz a uma realidade alternativa, a qual não tem necessariamente nenhum vínculo com a realidade objetiva do sujeito. Segundo Voeglin, quando a realidade entra em conflito com Marx, ele descarta a realidade.<br /> Finalmente, uma questão de ordem prática, iniciada décadas atrás, foi suscitada pelo stalinismo, notadamente os expurgos, os gulags e o genocídio na antiga União Soviética, que tiveram grande repercusão sobre o pensamento marxista europeu e os partidos comunistas ocidentais. Discutia-se até que ponto Marx poderia ser responsabilizado pelas diferentes &#8220;leituras&#8221; de sua obra (e respectivos efeitos colaterais) ou se tais práticas seriam resultantes de uma visão deturpada das idéias marxianas. Com o final da guerra fria, o debate tornou-se menos polarizado. Todavia a discusão acerca do futuro do capitalismo &#8211; ou da Humanidade &#8211; prossegue.[carece de fontes?]</p><p><strong>Notas e Referências</strong></p><p>1. ? BBC Radio 4 (2005). Karl Marx &#8211; Winner of the greatest philosopher vote. Página visitada em 14 de dezembro de 2008.<br /> 2. ? 2,0 2,1 2,2 2,3 2,4 2,5 2,6 2,7 2,8 2,9 BOITEMPO, Editorial. Cronologia resumida de Karl Marx e Friedrich Engels contida em edição de A Ideologia Alemã. São Paulo: Boitempo Editorial, 2007<br /> 3. ? Neste ano Bruno Bauer foi expulso da cátedra de Teologia da Universidade de Bonn acusado de ateísmo; isso representou, para Marx, um impedimento virtual a uma possível carreira acadêmica devido ao fato de ser conhecido como &#8220;seguidor&#8221; de Bauer. Cf. BOITEMPO, Editorial. Cronologia resumida de Karl Marx e Friedrich Engels contida em edição de A Ideologia Alemã. São Paulo: Boitempo Editorial, 2007<br /> 4. ? ESPÍNDOLA, Arlei de.. Karl Marx e a Gazeta Renana. Página visitada em 24 de Janeiro de 2009.<br /> 5. ? 5,0 5,1 5,2 5,3 ENGELS, F. (1892) Biography of Marx. Primeira publicação em Handwörterbuch der Staatswissenschaften.<br /> 6. ? 6,0 6,1 MALTSEV, Yuri N.(editor) (1993) Requiem for Marx, Ludwig von Mises Institute, p.91-96 ISBN 0-945466-13-7.<br /> 7. ? Karl Marx, Teoria e Práxis de um Gênio das Ciências Sociais. Página visitada em 24 de Janeiro de 2009.<br /> 8. ? 8,0 8,1 KONDER, Leandro. O Futuro da Filosofia da Práxis. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1992<br /> 9. ? MALTSEV, Y. (1993), p. 451.<br /> 10. ? Marxist Internet Archive (2008). Karl Marx&#8217;s funeral. Página visitada em 14 de dezembro de 2008.<br /> 11. ? Wheen, Francis. Karl Marx: A Life.  pp. Introduction.<br /> 12. ? Veja fotografia da tumba.<br /> 13. ? Em inglês, &#8220;Workers of the world, unite! e &#8220;The philosophers have only interpreted the world in various ways &#8211; the point however is to change it&#8221;.<br /> 14. ? 14,0 14,1 14,2 BOTTOMORE, Tom. Marxismo e Sociologia. In: Nisbet, Robert; Bottomore, Tom. História da análise sociológica Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1980, capítulo quatro.<br /> 15. ? IANNI, Octavio. Dialética e capitalismo – ensaio sobre o pensamento de Marx. Petrópolis: Vozes, 1982, p. 9-10.<br /> 16. ? 16,0 16,1 IANNI, Octavio. Dialética e capitalismo – ensaio sobre o pensamento de Marx. Petrópolis: Vozes, 1982, p. 10.<br /> 17. ? 17,0 17,1 17,2 17,3 17,4 17,5 BOTTOMORE, Tom (editor). Dicionário do pensamento marxista. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001<br /> 18. ? ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins, 2001.<br /> 19. ? KOSIK, Karel. Dialética do concreto. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976, primeira parte.<br /> 20. ? MARX, Karl. El Capital, 3 tomos. México: Fondo de Cultura Econômica, 1946, tomo I, p. 18. Apud IANNI, Octavio. Dialética e capitalismo – ensaio sobre o pensamento de Marx. Petrópolis: Vozes, 1982, p. 11.<br /> 21. ? LENIN, V. I. Obras escolhidas, 1972, volume 38, p. 180.<br /> 22. ? Importante, contudo, destacar uma diferença primordial: para os socialistas utópicos em geral, todo o comportamente humano é absolutamente determinado pela moral/ideologia; já para Marx, essa afirmação é parcialmente verdadeira, pois a moral/ideologia encontra-se ela também submetida a uma outra condição anterior que lhe determina – a dimensão material da reprodução da existência.<br /> 23. ? IANNI, Octavio. Dialética e capitalismo – ensaio sobre o pensamento de Marx. Petrópolis: Vozes, 1982, p. 12-13.<br /> 24. ? WALHENS, A de. L&#8217;idée phénoménologique d&#8217;intentionalité, in Hussuerl et la pensée moderne. Haia: 1959, pp. 127-128. Apud KOSIK, K. Dialética do Concreto. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976, p. 17.</p> Recomendo que leia:<ul><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/pensamento-filosofico/ideais-de-karl-marx/" rel="bookmark" title="7 de outubro de 2009">Ideais de Karl Marx</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/download/algumas-obras-de-karl-marx/" rel="bookmark" title="7 de outubro de 2009">Algumas obras de Karl Marx</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/obras-sociologicas/o-capital-karl-marx/" rel="bookmark" title="7 de outubro de 2009">O Capital &#8211; Karl Marx</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/download/o-capital-livro-1-e-book-karl-marx/" rel="bookmark" title="7 de outubro de 2009">O Capital (livro 1) &#8211; e-book &#8211; Karl Marx</a></li><li><a href="http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-friedrich-engels/" rel="bookmark" title="28 de outubro de 2009">Biografia de Friedrich Engels</a></li></ul><!-- Similar Posts took 37.469 ms -->]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.cultura.dequalidade.com.br/index.php/biografia/biografia-de-karl-marx/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> </channel> </rss>
