
Lord Jim foi publicado em forma serial na revista Blackwood’s entre outubro de 1899 e novembro de 1900.
Descreve aventuras emocionantes nas paisagens estranhas e exóticas da Malásia, habitada por povos primitivos e onde aventureiros se aproveitam da simplicidade dos nativos para satisfazer sua cobiça de lucros e de poder. Conrad inspirou-se em uma trágica experiência pessoal para criar essa obra: o naufrágio do navio Palestina, que o levava de Londres para Cingapura.
Jim é o marinheiro que, tendo tido medo diante de uma ameaça de naufrágio, foge deixando à deriva uma embarcação cheia de mulçumanos, fazendo o hajj, peregrinação a Meca. Mas o navio Patna não vai a pique, os passageiros são resgatados.
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Chegados a Cingapura, os colegas de Jim fogem ao julgamento por deserção, deixando-o só a assumir a responsabilidade de um processo que o mancha para o resto da vida. Um certo Marlow assiste às audiências, interessa-se pelo jovem e procura ajudá-lo, arranjando-lhe um emprego: oferece-lhe uma segunda oportunidade.
É então Marlow – um narrador habitual em Conrad – quem vai investigar o que “de facto” se passou, transcrever a confissão que Jim não pode, ou não conseguiu fazer entender aos juízes, dar a opinião particular das testemunhas na figura do oficial francês. Depois, conta todos os acontecimentos da vida e comportamento posteriores de Jim, o herói que, por ter teoricamente rompido a barreira que o isolava do mal e ter cedido à corrupção, se vê obrigado a partir em busca da redenção.
O livro começou como um conto que por pedido de William Blackwood foi transformado em livro. A maior parte do livro é escrito sob aspas visto que Marlow narra os eventos e as falas de outros personagens. O livro é complexo e termina na forma de uma longa missiva a um ouvinte imaginário.
“Lord Jim” é um dos romances mais representativos de Joseph Conrad. “Narrativa de liberdade e vagabundagem”, como a classifica o seu autor, nela brilham todos os extraordinários dotes do mestre da literatura. Adaptado ao cinema por Richard Brook em 1965, teve nos principais papéis um elenco de luxo, encabeçado por Peter O´Toole e James Mason.
Idioma
“Uma coisa que aprecio sobremaneira em “Lord Jim” é o seu estilo. Conrad faz justiça à apaixonante riqueza da língua inglesa, mas sem abuso de preciosismos, evitando com naturalidade os alardes de erudição vocabular que denunciam o exilado linguístico. O seu idioma é casual e eficaz, quase rude a espaços. Há um lado funcional da língua que é explorado com sobriedade, mas não necessariamente sem requinte. Não o requinte de um esteta, como Nabokov, outro anglófono por adoção; antes o requinte discreto de quem se permite um instante de volúpia verbal como minúsculo consolo perante o espectáculo vagamente degradante da natureza humana em ação; infinitamente ponderado, muito “stiff upper lip”. Alexandre Andrade
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[...] Lord Jim (1900) [...]
Olá! Gostei muito da história, estou curiosa para ler esse livro, boa dica! =)
[...] Rachel Carson 92. Teoria geral da ocupação, o interesse e o dinheiro, John Maynard Keynes 93. Lord Jim, Joseph Conrad 94. Adeus a tudo aquilo, Robert Graves 95. A Era da Incerteza, John Kenneth Galbraith 96. O vento [...]
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