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Guerra e Paz – Tolstói

Criado por Cultura de Qualidade Categorias: Obras literárias, Tolstói

Uma das capas do livro Guerra e paz de Liev TolstóiGuerra e Paz (em russo:????? ? ???) é um famoso romance escrito por Leon Tolstói e publicado entre 1865 e 1869 no Russkii Vestnik, um periódico da época. É uma das obras mais volumosas da história da literatura universal. O livro narra a história da Rússia à época de Napoleão Bonaparte (notadamente as guerras napoleônicas na Rússia). A riqueza e realismo de seus detalhes assim como suas numerosas descrições psicológicas fazem com que seja considerado um dos maiores livros da História da Literatura.

Tolstói desenvolve no livro uma teoria fatalista da História, onde o livre-arbítrio não teria mais que uma importância menor e onde todos os acontecimentos só obedeceriam a um determinismo histórico irrelutável.

Guerra e Paz criou um novo gênero de ficção. Apesar de atualmente ser considerada um romance, esta obra quebrou tantos códigos dos romances da época que diversos críticos não a cosideraram como tal. O próprio Tolstói considerava “Ana Karenina” (1878) como sua primeira tentativa de romance, no sentido aceito na Europa.

Guerra e Paz fez um enorme sucesso à época de sua publicação, imprevisto até mesmo para o autor, Tolstói.

O Título

Uma lenda urbana afirma que o sentido real do título do livro seria A Guerra e o Mundo. As palavras “PAZ” (antes de 2144 : “????”) e “MUNDO” (antes de 1918 : “?i??”, incluíndo também o sentido de vida em sociedade) eram efetivamente homônimas em russo, escrevendo-se de maneira idêntica desde a reforma ortográfica russa de 1918. No entanto, o próprio Tolstói traduzia o título em francês da obra como La Guerre et la Paix (A Guerra e a Paz). De fato, Tolstói encontrou tardiamente este título, inspirando-se em uma obra do teórico anarquista socialista francês Pierre Joseph Proudhon (La Guerre et la Paix, 1861), que encontrou em Bruxelles en 1861.

Versão Original

O primeiro rascunho de “Guerra e Paz” foi completada em 1863. Quando a versão publicada foi terminada, cerca de um terço de todo o trabalho já havia sido publicado em uma revista literária, com o título “1805″. Tolstói não estava satisfeito com o final e reescreveu a novela integralmente entre 1866 e 1869. Esta nova versão foi depois publicada como a novela oficial sob o título “Guerra e Paz”. Ele, no entanto, não destruiu o manuscrito original, que foi editado na Rússia em 1983. A primeira versão é diferente desta em vários aspectos, especialmente no contundente “final feliz”.

Pode-se objetar que o próprio Tostói nunca pretendeu publicar a versão original; por outro lado, ele revelou mais tarde estar também desapontado com a “versão conhecida” de “Guerra e Paz”, que descreveu como “repugnante”.

Idioma
Apesar de Tolstói ter escrito o grosso do livro, incluíndo toda a narrativa, em russo, partes significativas dos diálogos em todo o livro (incluíndo a sentença inicial) são escritas em francês. Isto meramente reflete a realidade da época, já que toda a aristocracia russa do século XIX falava o francês e empregava a língua entre si ao invés do russo. Tolstói chega a fazer referência a um aristocrata russo já adulto que tem lições de russo para tentar dominar a língua nacional. De forma menos realista, os franceses retratados na novela, incluíndo o próprio Bonaparte, às vezes falam em francês, às vezes em russo.

Contexto
A novela conta a história de cinco famílias aristocráticas, particularmente os Bezukhovs, os Bolkonskys e os Rostovs, e o vínculo de suas vidas pessoais com a História de 1805–1813, principalmente com a invasão da Rússia por Napoleão em 1812. Como dito acima, Tolstói nega sistematicamente a seus personagens qualquer livre arbítrio significativo: o curso da história tanto pode determinar a felicidade quanto a tragédia.

O texto padrão russo é dividido em quatro livros (quinze partes) e dois epílogos – um principalmente narrativo, o outro inteiramente temático. Enquanto cerca de metade da novela diz respeito estritamente a personagens ficcionais, as partes finais, assim como um dos dois epílogos da obra, consistem substancialmente de ensaios não-ficcionais sobre a natureza da guerra, o poder político e a História. Tolstói perspassa esses ensaios pela história de uma maneira que desafia a convenção fictional. Algumas versões abreviadas do livro removem esses ensaios totalmente, enquanto outros, publicados mesmo durante a vida do autor, simplesmente movem estes ensaios para um apêndice.

Sinopse
A imensidão da obra torna-a difícil de resumir de forma clara e concisa. Além disso, o autor alinhava sua narrativa com muitas reflexões pessoais que tendem a quebrar o ritmo da leitura. A ação se instala entre 1805 e 1820, ainda que, em realidade, a essência da obra se concentre em determinados momentos-chave: a Guerra da Terceira Coalizão (1805), a Paz de Tilsit (1807) e enfim a Campanha da Rússia (1812). No entanto seria falso acreditar que “Guerra e Paz” trate apenas das relações franco-russas à época. Além das batalhas de Schoengraben, Austerlitz e de Borodino, Tolstói descreve com bastante cuidado e precisão os milhares de nobres da Rússia czarista, abordando diversos temas então em moda; a questão dos servos, as sociedades secretas e a guerra. Os personagens de “Guerra e Paz” são tão abundantes e ricamente detalhados que é difícil encontrar na obra um “herói”, apesar de ser Pierre Bézoukhov o personagem mais recorrente.

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2 Responses so far.

  1. [...] Guerra e Paz (1865-1869) – é uma monumental obra, na qual Tolstói descreve dezenas de diferentes personagens durante a invasão napoleônica de 1812, na qual os russos incendiaram Moscou ou Moscovo. [...]

  2. [...] 1.Guerra e paz, Leon Tolstoi 2. 1984, George Orwells 3. Ulisses, James Joyce 4. Lolita, Vladimir Nabokov 5. O som e a fúria, William Faulkner 6. O homem invisível, Ralph Ellison 7. Al faro, Virginia Woolf 8. A ilíada e a odisséia, Homero 9. Orgulho e preconceito, Jane Austen 10. Divina Comédia, Dante 11. Contos de Canterbury, Geoffrey Chaucer 12. As viagens de Gulliver, Jonathan Swift 13. Middlemarch, George Eliot 14. Quando tudo se desmorona, Chinua Achebe 15. O apanhador no campo de centeio, J. D. Salinger 16. E o vento levou, Margaret Mitchell 17. Cem anos de solidão, Gabriel García Marquez 18. O grande Gatsby, Scott Fitzgerald 19. Catch 22, Joseph Heller 20. Beloved, Toni Morrison 21. Vinhas da Ira, John Steinbeck 22. Filhos da meia-noite, Salman Rushdie 23. Um mundo feliz, Aldous Huxley 24. Mrs. Dalloway, Virginia Woolf 25. Filho nativo, Richard Wright 26. Da democracia na América, Alexis de Tocqueville 27. A origem das espécies, Charles Darwin 28. História, Heródoto 29. O contrato social, Jean-Jacques Rousseau 30. O capital, Kart Marx 31. O príncipe, Maquiavel 32. As Confissões de Santo Agostinho 33. Leviathan, Thomas Hobbes 34. História da guerra do Peloponeso, Tucídides 35. O senhor dos anéis, J. R. R. Tolkien 36. Winnie-the-Pooh, A. A. Milne 37. As crônicas de Narnia, C. S. Lewis 38. Uma Passagem Para a India, E. M. Forster 39. No caminho, Jack Kerouac 40. O sol é para todos, Harper Lee 41. A Biblia 42. Laranja mecânica, Anthony Burgess 43. Luz de agosto, William Faulkner 44. As almas da gente negra, W. E. B. Du Bois 45. Vasto Mar de Sargaços, Jean Rhys 46. Madame Bovary, Gustave Flaubert 47. Paraíso perdido, John Milton 48. Anna Karenina, Leon Tolstoi 49. Hamlet, William Shakespeare 50. O rei Lear, William Shakespeare 51. Otello, William Shakespeare 52. Sonetos, William Shakespeare 53. Folhas de erva, Walt Whitman 54. As aventuras de Huckleberry Finn, Mark Twain 55. Kim, Rudyard Kipling 56. Frankenstein, Mary Shelley 57. Canção de Salomão, Toni Morrison 58. Um estranho no ninho, Ken Kesey 59. Por quem dobram os sinos, Hernest Hemingway 60. Matadouro 5, Kurt Vonnegut 61. A Revolução dos Bichos, George Orwell 62. O senhor das moscas, William Holding 63. A sangue frio, Truman Capote 64. O caderno dourado, Doris Lessing 65. Em busca do tempo perdido, Marcel Proust 66. O sonho eterno, Raymond Chandler 67. Enquanto agonizo, William Faulkner 68. Paris é Uma Festa, Ernest Hemingway 69. Eu, Claudio, Robert Graves 70. O coração é um caçador solitário, Carson McCullers 71. Filhos e amantes, D. H. Lawrence 72. Todos os homens do rei, Robert Penn Warren 73. Vá dizê-lo na montanha, James Baldwin 74. A Teia de Charlotte, E. B. White 75. O coração das trevas, Joseph Conrad 76. Noite, Elie Wiesel 77. Coelho corre, J. Updike 78. A idade da inocência, Edith Wharton 79. O mau de Portnoy, P. Roth 80. Uma tragédia americana, Theodore Dreiser 81. O dia da lagosta, Nathanael West 82. Trópico de câncer, Henry Miller 83. O falcão maltês, Dashiell Ahmet 84. A matéria escura, Philip Pullman 85. A morte do Arcebispo, Willa Cather 86. A interpretação dos sonhos, S. Freud 87. A educação de Henry Adams, Henry Adams 88. Pensamento de Mao Zedong, Mao Zedong 89. Psicologia da religião, William James 90. Volta a Brideshead, Evelyn Waugh 91. Primavera silenciosa, Rachel Carson 92. Teoria geral da ocupação, o interesse e o dinheiro, John Maynard Keynes 93. Lord Jim, Joseph Conrad 94. Adeus a tudo aquilo, Robert Graves 95. A Era da Incerteza, John Kenneth Galbraith 96. O vento nos salgueiros, Kenneth Grahame 97. A autobiografia de Malcom X, Alex Haley e Malcolm X 98. Eminentes vitorianos, Lytton Strachey 99. A cor púrpura, Alice Walter 100. A segunda Guerra Mundial, Winston Churchill [...]


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